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Voto - Um Dever Cívico Mal-tratado

por Antonovsky, em 18.03.11

Como cidadão interessado e preocupado, penso que os resultados das eleições presidenciais no passado mês de Janeiro, deverão servir de assunto para reflexão de todos os outros partidos políticos do nosso país.
Este sufrágio sendo de enorme importância, dado que elege a figura de Estado de maior relevo na cadeia hierárquica nacional, teve uma elevada percentagem de abstenção. Isto é preocupante, pois reflecte o desinteresse e a descrença dos portugueses no sistema político vigente e nos seus intervenientes. Os partidos têm de repensar a forma de como actuar na sociedade e na vida pública, de como transmitir da melhor maneira a sua mensagem ideológica, os seus projectos, os seus programas.
As campanhas eleitorais são antecedidas com uma intensa actividade pré-organizativa que vai trazendo os temas mais polémicos para a comunicação social, calculando posteriormente os seus efeitos com os barómetros fornecidos pelas empresas de sondagens. Hoje em dia, parece que interessa dizer que os adversários são piores, porque falharam neste ou naquele aspecto, em vez de salientarem que são melhores porque apresentam propostas mais realistas, adequadas e funcionais que irão trazer uma melhoria para a sociedade.
É importante estabelecer com os cidadãos uma comunicação transparente, positiva e aliciante em vez de remexer em assuntos paralelos, pessoais e obscuros que quase sempre acabam por gerar outros por parte dos adversários, numa cadeia negativa que arrasta o dialogo democrático e participativo para uma mera discussão sem objectivo.
Deste modo as pessoas afastam-se da política, mesmo em tempo de crise, sendo o voto uma das armas disponível ao cidadão-eleitor, uma grande percentagem dos portugueses abdica deste direito porque não vê alternativa nos símbolos ou nos nomes que estão impressos nos boletins de voto.
Por outro lado, a política na sua essência mais pura, deveria ser livre de interesses e clientelismos, e os políticos, de certo modo com algum altruísmo, deverão colocar-se ao serviço público, dando o melhor de si para o bem comum. Porém esta ideia, talvez um pouco exagerada para os dias que correm, está muito longe da realidade, muitos são os casos ao longo destes 36 anos de democracia que as pessoas que estão em cargos públicos “se servem” em vez de servir e isto afasta quem é honesto e simples da política e aproxima aqueles que sem escrúpulos também querem um pedaço.
Sinceramente, espero que as coisas mudem. Como optimista que sou, tenho esperança que Portugal consiga superar mais um momento de crise na sua história e demonstre com espírito de combate e sacrifício e que o povo se torne numa força catalisadora positiva. Adequando as suas reinvidicações para um desenvolvimento verdadeiro, sustentado por etapas bem definidas e não em rupturas e revoluções da treta, sem nexo nenhum que invocam o CAOS em vez de uma justa ordem social.

Não posso com a derrota anunciada, acho que os portugueses embrandeceram com os subsídios da União Europeia e agora que a torneira está a fechar-se temos TODOS de acordar deste estado de letargia e arregaçar as mangas para trabalhar e melhorar cada vez mais este país que se encontra na periferia de uma Europa cada vez mais centralizada. 

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publicado às 10:47



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