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Identidade Lusitana

por Antonovsky, em 25.02.13

Nada melhor para um povo que vive um período de crise que relembrar os feitos históricos da sua nação. Quando tudo parecia perdido, quando os adversários eram em muito maior número, quando as situações surgiam de uma forma inesperada e sombria, sempre conseguimos ultrapassar os obstáculos que o destino nos colocou. Com maior ou menor dificuldade, com o sacrifício de muitos e o heroísmo de alguns Portugal foi escrevendo a sua história.

Este livro é muito simples e reune episódios heróicos, caricatos e corajosos dos portugueses. Sob o título "Homens Espadas e Tomates" relembra uma identidade lusitana que nos ultimos anos parece ter sido esquecida. Porventura, alguns destes episódios serão exagerados pelos cronistas da época, no entanto, ninguém duvida de que aconteceram, pois há registos e memórias que se perpetuaram e são neste livro descritas algumas que merecem a nossa admiração. Fica aqui a sugestão para elevar a alma Lusitana.

 

 

 

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publicado às 21:38


O Grande Livro dos Piratas.

por Antonovsky, em 24.01.13

Actualmente estou a ler um livro intitulado "O Grande Livro dos Piratas", edição portuguesa de 1979. Não, não é sobre política, é mesmo sobre o mundo da pirataria, embora diga-se de passagem, ao longo da história a pirataria foi, na maior parte das vezes, instrumento de manobras políticas e diplomáticas entre países, impérios, religiões, etc. 

A definição de pirataria é vasta e abrangente e varia de perspectiva conforme os períodos da história da humanidade, assim como, na perspectiva da vitima que os aplidava de piratas vagabundos, assassinos ou do "patrocinador" (nação ou soberano poderoso)  que os elevava à categoria de heróis. Os nomes vão desfilando, as suas proezas alcançadas, os seus saques mais ricos, os seus ataques mais sangrentos, as suas personalidades vincadas.

Achei interessante uma passagem que retrata um pirata português (Bartholomeu, o português) do século XVII que actuava na zona das Caraíbas e começa logo assim: "Nunca se conheceu ninguém tão constantemente perseguido pelo azar (...) conseguiu capturar uma galé espanhola com 20 canhões e 70 homens a bordo, mas tal façanha custou a vida a quase metade do seu forte bando de apenas 29 homens. Para piorar a situação, foi detido por ventos contrários, até três navios espanhóis lhe caírem em cima, metendo-o na prisão." Bartholomeu conseguiu fugir e vagueando durante dias conseguiu chegar a um porto onde estava um aliado que, depois de um breve descanso, lhe cedeu um pequeno barco e 20 homens com o qual o português voltou ao porto onde estava a galé que tinha "assaltado" anteriormente. Desta vez conseguiu apresá-la, mas já tinha descarregado a sua mercadoria valiosa (600kg de cacau e 700 moedas de ouro). Desta forma, voltou com a galé vazia para a ilha Tortuga, mas no percurso.... naufragou. O resultado de tanto azar é descrito por Alexandre Olivier Exmerlin que desde os 21 anos se instalou na célebre ilha Tortuga e viajou nos navios piratas como cirurgião, relatando pormenorizadamente os acontecimentos: "Este pirata fez a vida negra aos espanhóis, mas tirou pouco proveito dos seus roubos, indo morrer na extrema miséria."

É caso para dizer: Triste fado português. 

 

 

                                                               

 

 

 

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publicado às 10:47


Duas vidas numa acentada....

por Antonovsky, em 10.01.12

 

Em tempos de crise uma rubrica que fica sempre para trás nas prioridade em qualquer orçamento, quer do Estado, Instituição ou Familiar, é a Cultura. Sabemos que nestes tempos há um re-alinhar de prioridades que estabelecem e ordenam outras necessidades mais prementes. Todavia, nós sabemos também que nem só de pão vive o homem e um livro, um cinema, um teatro, uma exposição, um concerto, um espectáculo, etc... sabe sempre bem e faz-nos desligar um pouco do quotidiano.

No meu caso, como gosto de ler, sempre que posso compro um livro, numa promoção nas livrarias, numa feira do livro, enfim se possível bom e barato como o povo gosta. Desta vez, na última feira do livro no Oriente (Lisboa) comprei duas biografias numa acentada - Uma de Da Vinci por 7€ e outra de Péricles 3€. Ou seja dois livros por 10€. Valeu a pena.

O livro da vida de Péricles é mais um ensaio de investigação do que uma biografia mais pormenorizada e atenta aos pequenos detalhes, requer uma leitura adicional para desvendar alguns termos utilizados, cidades e povos da antiguidade para podermos entender melhor o contexto. Parece-me mais dirigido a quem já sabe muito mais do que apenas uma noção de cultura geral que eu possuo. No que respeita ao livro do Da Vinci, para além da qualidade de impressão e fotografias de algumas obras e esboços nos seus inúmeros apontamentos, é um livro mais pormenorizado que liga a vida à obra do homem que, por sua vez, o autor tenta torná-lo comum, ou seja, um homem excepcional, mas um homem como os outros.

Vou continuar atento às pechinchas no mercado dos livros :)

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publicado às 21:25


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