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Globalização IV - Os Dias de Hoje

por Antonovsky, em 28.04.09

 

Hoje em dia vivemos numa sociedade de informação onde tudo é uma mensagem devidamente trabalhada, estudada e orientada por profissionais, para causar os efeitos desejados no público a que se destina. A informação, algo que era escasso em longos períodos da história da humanidade, surge agora em abundância, o que é bastante diferente de qualidade. Ou seja, actualmente uma qualquer mensagem divulgada para as massas pode ser difundida a partir de uma casa particular, por um indivíduo isolado que exprime as suas opiniões na sua webpage, no seu blog, etc… as quais podem ser lidas no mundo inteiro, com a vantagem de poder esconder a sua identidade, se assim for a sua intenção. Esta rede constituída por inúmeras outras, funciona em todos os sentidos (vertical, horizontal, ascendente e descendente), o que veio a causar alguns problemas de controlo e filtragem dessas mensagens e informação. Ao haver uma maior liberdade, que arrasta por si os aspectos positivos da criatividade, da inovação e do próprio bem-estar e satisfação individual, também traz os aspectos negativos de correntes idealistas, escondidas pela capa da anonimidade, que podem difundir as suas mensagens, incitar à violência ou a comportamentos extremistas e, deste modo, destabilizar a paz e a ordem social. Neste aspecto, os Estados têm desenvolvido projectos de “net surveillance”, legislação e outros mecanismos possíveis de preencher os vazios legais que existiam até agora e actuar para poder controlar os emissores que transgridam. Temos ainda os exemplos de violação dos direitos de autor, no que respeita ao cinema, música e literatura, cujas cópias circulam livremente no mundo virtual e que as autoridades tentam combater com os meios disponíveis.

No que respeita aos órgãos oficiais a disputa pelas audiências não escolhe meios e os escrúpulos são cada vez menos nas abordagens às notícias mais chocantes ou absurdas, mas que podem causar um impacto considerável na população. Vemos muitas vezes assuntos debatidos na TV e nos jornais, que deveriam ser apenas e só, nos debatidos nos tribunais. Vemos um jornalismo de investigação de gosto muitas vezes duvidoso (nunca generalizando pois há boas reportagens) que conduz as histórias de acordo com os estudos de audiência e não tanto pela verdade. O segredo de justiça ou de Estado pode ser “vendido” para o público e quanto mais polémico melhor.
Obviamente esta sociedade de informação varia nos países e regiões do mundo. Não podemos comparar a UE ou os EUA com os países do Médio Oriente ou a China. Mas a grande diferença está na difusão da mensagem que já não é exclusiva dos órgãos de poder ou órgãos oficiais, apesar de estes exercerem ou tentarem exercer um controlo e filtragem e pode chegar rapidamente a todo mundo…à distância de um click.
Conclusão
Podemos concluir que o contacto e a comunicação entre os povos permitiu o desenvolvimento da tecnologia e que esta, por sua vez, promoveu e promove cada vez mais, a comunicação e contacto. Porquê? Pela mesma razão que os pioneiros se lançaram ao encontro de outros povos pelo comercio e lucro, pelo poder e o domínio.    
Os meios de comunicação e informação são agora um ringue onde os candidatos ao poder tenta debater as suas ideias e dar uma imagem de confiança e credibilização para atingir a liderança. Há agora outros intervenientes que podem ser de uma importância decisiva nestas interacções, dependendo do conteúdo da mensagem e da credibilidade que lhes possa ser atribuída. Para além dos órgãos oficiais de comunicação, temos freelancers particulares que podem minar o território com factos ou opiniões, movimentos cívicos e sociais que agitam ou criam turbulências indesejadas nas estruturas da sociedade.
O globo parece mais pequeno, as distâncias encurtaram, navega-se pelo mundo a uma velocidade estonteante, visitam-se países e museus, vêm-se filmes e ouve-se música, conhece-se novas pessoas e trata-se de muita burocracia e papelada com os governos a adaptarem os seus sistemas organizativos pelo denominado “e-gov” tudo isto e muito mais, em micro-segundos e sem nunca sair de casa... bem, agora também já pode, pois há sistema wireless (sem fios).
 
FIM

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publicado às 10:49


Globalização III - O Século XX

por Antonovsky, em 28.04.09

 

Depois breve introdução, do que se poderá chamar, os antecedentes da globalização, podemos afirmar que a comunicação, o contacto e a interacção entre os povos e civilizações levou e leva, ao desenvolvimento tecnológico e científico. O modo como determinadas tarefas são executadas, as ferramentas utilizadas, os avanços tecnológicos e científicos diferem muitas vezes de região para região, de país para país e se o know-how for levado através de um intercâmbio de informação para as outras partes do globo poderá haver uma adaptação e uma evolução positiva.

Na história da humanidade o Século XX não tem comparação no que respeita à evolução tecnológica e cientifica, graças aos meios de comunicação, transportes e avanços científicos. Podemos recuar ao final do século XIX com a revolução industrial como um dos rastilhos que impulsionou toda a humanidade para o que é hoje em dia, mas as duas grandes guerras já no século XX que sacudiram o mundo, pressionaram as nações para pesquisas e desenvolvimento cientifico que só visionários como Júlio Verne imaginariam. Basta pensarmos um pouco como era a sociedade em 1900 e passados menos de 70 anos Neil Armstrong dá os primeiros passos na lua. Foi o século em que surgiram ou se desenvolveram transportes e meios de comunicação mais rápidos e eficientes: os aviões e o TGV, os satélites e os cabos de fibra óptica, os telemóveis, os computadores e redes de informação como a internet, tudo isto fez “encurtar” o mundo, que não parece ter a mesma distância que tinha há 500 anos atrás.
Os meios de comunicação tornaram-se ainda mais importantes e um veículo importantíssimo para obter o poder. Os políticos e líderes aperceberam-se disso e os mass media foram alvo de uma utilização sistemática e controlo desde o princípio do referido século, para transmitirem a sua mensagem, a sua propaganda (por ex: regimes ditatoriais). Se os jornais e os folhetins do princípio do século já faziam alguma agitação, mesmo atendendo ao grande número de iletrados que existia na altura, o rádio e, posteriormente a TV, foram novas tecnologias que podiam chegar a todos. E as opiniões, vontades e necessidades podem ser utilizadas, moldadas, manipuladas na sua maioria, de acordo com as intenções de quem controlava os mass media.

Porém, já final do século surgiu uma rede de informação que, baseada e desenvolvida anteriormente para fins militares, acabou por se tornar numa rede de redes de informação, que utilizam um protocolo comum de navegação que pode ser acedido em qualquer lugar do mundo. Esta última invenção veio transformar o funcionamento comum da informação em massa, assim como, criar vazios legais e situações difíceis de controlar para a organização e estabilidade social. (continua)

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publicado às 10:41


Globalização II - Portugal Pioneiro?

por Antonovsky, em 24.04.09

Foi só no século XIV/XV, em pleno inicio do Renascimento, que o velho continente Europeu inicia as venturosas navegações e onde Portugal desempenha um papel pioneiro e decisivo para a ligação aos outros continentes que se encontravam ocultos na geografia da Idade Média e do mundo conhecido de então. Desta maneira, dá-se um passo de gigante para união das regiões que há muito se haviam separado, através de navegações quase impossíveis e heróicas, dignas de epopeias, mas que com a rápida evolução tecnológica e um conhecimento cartográfico cada vez maior e mais pormenorizado, fizeram com que fossem com o passar do tempo, mais seguras e velozes. Iniciam-se igualmente as colonizações e a evangelização dos povos nativos, com os conquistadores a impor à força a sua cultura. O comércio torna-se à escala mundial ainda que incipiente, mas que ao longo do tempo se vai intensificando e multiplicando em inúmeras rotas e destinos com as nações a digladiarem-se pelo seu controlo. Era o início da globalização através do comércio e da navegação marítima, cujo objectivo principal era a riqueza, o poder e a possessão territorial.

 

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publicado às 21:29

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