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Sardinhadas e Churrascos

por Antonovsky, em 11.07.10

 

 

Quando chega o Verão normalmente chega também o bom tempo e isso anima os espíritos que se encontravam cansados do frio e das chuvas do rigoroso e prolongado Inverno que se fez sentir no nosso país.

Apesar dos gostos serem sempre discutíveis, penso que o sol e o céu limpo trazem-nos mais energias, alegria e boa disposição. Acho também que pesa para estes sentimentos as férias que se aproximam para a maioria das pessoas, após um ano de trabalho, de estudos e outros afazeres e compromissos que nos prendem ao quotidiano e à rotina diária. Assim, na maior parte dos casos o Verão traz uma vida sem horários por um período de tempo que nos leva a carregar baterias para um novo ciclo laboral.

Mas o Verão também é tempo de muitas festas.  Chegam os festivais de musica nas praias ou no campo, com cartazes artísticos mais ou menos atrativos, que arrastam pessoas de todas as idades para um serão musical ao ar livre. No caso da minha região (Ribatejo) surgem também as sardinhadas alinhadas com as Festas Bravas, isto é, garraiadas, corridas de touros, espectáculos musicais, bailaricos, e claro está sardinhas no pão e cerveja. Eu apesar de gostar e de ter frequentado uma grande dose destes eventos, confesso que estou há uns anos para cá a preferir uma churrascadas e sardinhadas particulares com amigos e familia na minha casa. É claro que há vantagens e desvantagens que pretendo aqui explanar. Assim, como vantagens temos:

 

- possibilidade de escolha dos convidados;

- possibilidade de escolha da música

- possibilidade de escolha das datas e dos horários;

- possibilidade de escolha dos menus e respectivos temperos;

- possibilidade de ingerir alimentos sem atropelos nem estar em filas de espera;

- possibilidade de ter uma casa de banho perto e sempre disponível.

 

Mas como tudo há desvantagens para quem oferece a casa, a saber:

- Mais trabalho;

- Despesa mais desequilibrada;

- Limpeza e arrumação do espaço utilizado.

 

No entanto, estas desvantagens não serão desvantagens, quando nos disponibilizamos por gosto de receber as pessoas com quem nos damos bem. Por outro lado, normalmente as pessoas que convidamos não "são de cerimónia" e isso facilita os processos do trabalho, limpeza e arrumação dos espaços, pois estes convidados quase sempre disponibilizam-se para ajudar o anfitrião tornando ainda mais fácil a organização do evento e uma maior descontracção. Finalmente termina-se o serão com boas conversas, um jogo de cartas ou jogos sociais (party and company, pictonary ou ainda com as novas modernicies da Wii ou do Buzz da Playstation.

O que interessa fundamentalmente é aproveitar o máximo para estar com amigos e familia que não estamos durante a maior parte do ano ou no caso de colegas de trabalho, ter a possibilidade de nos encontrarmos num ambiente diferente sem ser o meio profissional facilitando um melhor conhecimento das pessoas.

Agora que estou a tornar-me um especialista em assar febras, chouriços, salsichas, sardinhas e tudo o que pode por em cima das brasas, estou cada vez mais fã destes eventos particulares. Aconselho vivamente uma vida social saudável e descontraída neste tempo de Verão.

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publicado às 16:11


Se for BOM, Já não é MAU...

por Antonovsky, em 09.07.10

Após uma longa ausência é sempre dificil encontrar o tema certo para reactivar um blog que se encontrava adormecido há mais de um ano. Durante este período de interregno tive várias vezes tentado em escrever nesta página online, mas por preguiça ou desinspiração acabava por não o fazer.

Também tentei a via literária e, após tanto livros lidos, resolvi escrever uma "obra" minha e enviar para alguns concursos patrocinados por algumas Câmaras Municipais do país, porém a minha tentativa foi em vão. Talvez não tenha jeito para escrever ou talvez haja muitas pessoas com mais imaginação e inspiração que eu, ou talvez as duas coisas ao mesmo tempo.

Independentemente das razões, o facto é que não tive sucesso, mas também o que é que eu queria? Um prémiozinho logo na primeira tentativa? Não sou assim tão extraordinário, genioso e inventivo que fosse "tocado" por uma imaginação fértil e uma escrita atraente que me levasse rumo ao sucesso, rumo a um best-seller, porque não, rumo a um prémio Nobel. Já me estava a ver a discursar na cerimónia de entrega desse tão cobiçado troféu, recorrendo às palavras certas e a metáforas inteligentes que causassem espanto e admiração a uma plateia cheia de ilustres personalidades, alertando para as causas nobres em defesa do planeta e da humanidade: Aquecimento global, guerras que persistem sem razão, capitalismo desenfreado, erradicação da pobreza, etc.

Sempre achei que sou especial, mas penso que isso achamos todos e, ao mesmo tempo, todos temos razão. Somos especiais.Para muitos ou para poucos, mas sempre para alguém. Por isso, quando fazemos qualquer coisa, pensamos que é correcta, é perfeita e temos esperança que os outros reconheçam esse valor. Porém, como quase todos pensam desta maneira há sempre desilusões, porque todos fazem coisas que até podem estar correctas, mas que são coisas normais, medianas, mais ou menos simples, mais ou menos engenhosas, mas apenas alguns se destacam (seja em que campo for: literário, desportivo, artístico, profissional, etc...). A esses chamamos de Eleitos. Aqueles que conseguem que o seu trabalho seja reconhecido socialmente, nacionalmente e internacionalmente, ou seja, nos vários níveis da "Eleição por excelência". Saramago, conseguiu, Eusébio conseguiu, Amália conseguiu, Mourinho já conseguiu e continua a conseguir.

Naturalmente há áreas em que o destaque é mais mediático e os casos que atrás menciono são exemplo disso. Mas existem médicos e cirurgiões de eleição, pilotos de eleição, cozinheiros de eleição, mecânicos de eleição, enfermeiros, gestores, técnicos que são excelentes no que fazem e são reconhecidos pelas pessoas que trabalham e lidam com eles.

Penso que o grande desafio é procurar onde somos excelentes e nunca desistir nos primeiros obstáculos que surgem e mesmo que nunca consigamos atingir o nível de excelência, pelo menos que desempenhemos os nossos papeis na sociedade ao nível do BOM. Um bom pai, uma boa mãe, um bom filho, um bom profissional, um bom cidadão. Falta só decidir quais o parâmetros do BOM, mas isso depende não só da sociedade onde estamos inseridos, mas acima de tudo, de uma consciência sã... o que já não é MAU :-).

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publicado às 22:43

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