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A VIDA DE PI

por Antonovsky, em 26.01.13

Apenas um comentário acerca do filme "A vida de PI": Fantástico.

Nunca li o livro, não conhecia a história e ela foi-me apresentada por este filme de Ang Lee (que diziam ser impossível de realizar). 

É candidato a algumas estatuetas na cerimónia dos Óscares a realizar este ano. Se por ventura ganhar é, na minha opinião, inteiramente merecido. Vale a pena ver.

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publicado às 17:32


SMO - Serviço Militar Obrigatório

por Antonovsky, em 25.01.13

"Levantou-se a lebre" do Serviço Militar Obrigatório  voltar para os nossos jovens (penso que de ambos os sexos) não só colmatarem algumas lacunas deficitárias nas Forças Armadas, devido aos cortes orçamentais, mas também como acção civica importante e de cidadania, quiçá, na transmissão de valores fundamentais da pátria portuguesa.

Não sei se este assunto tem fundamento ou não, até porque o Sr. Ministro da Defesa nega que tem esta proposta em mãos. Mas, hoje em dia com a refundação, reforma, reestruturação do Estado (seja lá que palavra for) todos os assuntos surgem numa espécie de "brainstorming", que podem ou não ser implementados definitivamente ou à experiência. Tenho a sensação, por vezes, de sermos cobaias numa espécie de Big Brother em que os produtores do programa para conquistar audiências vão adicionando alguns temas provocativos, polémicos, controversos que causam reacções que os espectadores apreciam.

Neste caso não tenho a certeza se seria bom ou não. O SMO sempre teve vantagens e desvantagens, dependendo da vida profissional/estudantil de cada um e também do "gosto" individual e da sua capacidade de adaptação à vida militar. Se para uns é uma vida fantástica, uma experiência inesquecível, para outros pode ser um sacrifício, um atraso nos projectos da sua vida pessoal.

Eu confesso que gostei tanto, que acabei por lá ficar cerca de oito anos, mas não sei se os meus filhos irão gostar ou não, e se os quero ver a fazer algo que detestam.  Veremos as cenas dos próximos capítulos.

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publicado às 11:38


O Grande Livro dos Piratas.

por Antonovsky, em 24.01.13

Actualmente estou a ler um livro intitulado "O Grande Livro dos Piratas", edição portuguesa de 1979. Não, não é sobre política, é mesmo sobre o mundo da pirataria, embora diga-se de passagem, ao longo da história a pirataria foi, na maior parte das vezes, instrumento de manobras políticas e diplomáticas entre países, impérios, religiões, etc. 

A definição de pirataria é vasta e abrangente e varia de perspectiva conforme os períodos da história da humanidade, assim como, na perspectiva da vitima que os aplidava de piratas vagabundos, assassinos ou do "patrocinador" (nação ou soberano poderoso)  que os elevava à categoria de heróis. Os nomes vão desfilando, as suas proezas alcançadas, os seus saques mais ricos, os seus ataques mais sangrentos, as suas personalidades vincadas.

Achei interessante uma passagem que retrata um pirata português (Bartholomeu, o português) do século XVII que actuava na zona das Caraíbas e começa logo assim: "Nunca se conheceu ninguém tão constantemente perseguido pelo azar (...) conseguiu capturar uma galé espanhola com 20 canhões e 70 homens a bordo, mas tal façanha custou a vida a quase metade do seu forte bando de apenas 29 homens. Para piorar a situação, foi detido por ventos contrários, até três navios espanhóis lhe caírem em cima, metendo-o na prisão." Bartholomeu conseguiu fugir e vagueando durante dias conseguiu chegar a um porto onde estava um aliado que, depois de um breve descanso, lhe cedeu um pequeno barco e 20 homens com o qual o português voltou ao porto onde estava a galé que tinha "assaltado" anteriormente. Desta vez conseguiu apresá-la, mas já tinha descarregado a sua mercadoria valiosa (600kg de cacau e 700 moedas de ouro). Desta forma, voltou com a galé vazia para a ilha Tortuga, mas no percurso.... naufragou. O resultado de tanto azar é descrito por Alexandre Olivier Exmerlin que desde os 21 anos se instalou na célebre ilha Tortuga e viajou nos navios piratas como cirurgião, relatando pormenorizadamente os acontecimentos: "Este pirata fez a vida negra aos espanhóis, mas tirou pouco proveito dos seus roubos, indo morrer na extrema miséria."

É caso para dizer: Triste fado português. 

 

 

                                                               

 

 

 

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publicado às 10:47



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