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Li ontem uma notícia que referia que a venda de automóveis novos em Portugal tinha recuado para valores de 1990. Este facto, mais um devido à crise económica e financeira que o país/europa atravessa, pode a meu ver, contribuir para que todo o esforço de prevenção rodoviária seja em vão.

Explicando melhor, se recuarmos umas décadas atrás, o nosso parque automóvel, na sua maioria, era muito envelhecido e a manutenção descuidada, com revisões "caseiras", peças em segunda mão compradas a sucateiros, conceitos de qualidade e segurança pouco desenvolvidos e assimilados pela sociedade "automobilistica". Ora, no últimos anos apesar das ainda elevadas taxas de sinistralidade, dos excessos constantes e de alguma falta de civismo dos condutores, há que reconhecer que houve uma evolução lenta, mas progressiva neste campo. O parque automóvel melhorou e as revisões (pelo menos durante os dois anos de garantia) são realizadas na marca de origem. Mesmo as oficinas "particulares" são sujeitas a regras mais apertadas e os conceitos de Qualidade de serviços e Segurança, muito mais divulgados e apreciados. Todavia isto paga-se e, se não há dinheiro para investir em carros novos, também a manutenção dos veículos não é tão regular como deveria ser. As revisões vão sendo empurradas para o mês seguinte ou até à inspecção obrigatória. E mesmo assim, ás vezes arrisca-se a ir com o carro à inspecção mesmo sem a revisão efectuada. 

Tudo isto, aliado também a inúmeros veiculos que circulam sem seguro e sem inspecção periódica, devido ao orçamento das familias reverter para outras prioridades, pode pôr em perigo a segurança rodoviária e todos os progressos que têm sido feitos. Aliás se notarem bem, numa qualquer viagem longa que façam, vão ver cada vez mais carros avariados à beira da estrada à espera da assistência. Espero não verem o meu :(  

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publicado às 10:58

A Europa mergulhou numa recessão organizada pela filosofia alemã da “austeridade” (há uma velha tradição na Alemanha de “filosofia da miséria” e de “miséria de filosofia”…) e imposta por uma imperial Merkel, assessorada pelo BCE, FMI e uns tecnocratas neo-liberais bastante ignaros. O desastre é agora evidente e está bem espelhado na estagnação económica do Velho (demasiado velho?) Continente. Como o aponta a revista dos meios económicos franceses L’Expansion. “Le PIB de la Grèce  s’est effondré à 6,4%, suivie par le Portugal en chute de 3,2%, l’Italie de 2,2% et l’Espagne de 1,37%. Il est désormais acquis et reconnu meme par le FMI que les plans d’austérité sont allés trop loin dans la brutalité en enfonçant ces pays dans la récession. L’amélioration de la compétitivité – en clair la baisse des salaires – tarde encore à produire des effets suffisants pour relancer la machine économique et compenser l’effondrement de la demande intérieure. Y compris dans l’Italie de Mario Monti, présentée comme un modèle de réformes économiques. D’autant que ces pays sont encore promis à une nouvelle année de récession en 2013.” Barack Obama tem toda a razão: “A austeridade não é um programa económico”. Devíamos pedir-lhe para vir a Lisboa explicar esta evidência ao pobre do Gaspar e quejandos.

fonte: http://inteligenciaeconomica.com.pt/?p=16608

 

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publicado às 14:13


O tempo e o tempo, condicionantes da vida

por Antonovsky, em 17.02.13

Ao contrário dos ingleses, que distinguem o "Weather" do "Time", nós servimos de apenas uma palavra para dois conceitos: o tempo meteorológico e o tempo cronológico.

Sendo algo tão distinto um do outro, ambos são importantes nas nossas vidas, condicionando-as de uma maneira mais vincada, que aquela que nós próprios nos apercebemos.

O tempo "meteorologicamente" falando condiciona o que usamos para vestir, para calçar, os acessórios, chapéu de chuva ou chapéu de sol, boné, cachecol, luvas etc.. Condiciona também a rotina, se está temporal, se está a nevar, devemos sair mais cedo para o trabalho, devemos ficar em casa porque não há condições. Condiciona as viagens para o trabalho ou para lazer quando os voos e outros transportes são cancelados, por exemplo. Condiciona a saúde, quando nos constipamos com frio a mais, ou sol a mais, se apanhamos uma chuvada imprevista, quando chegam as alergias da primavera, quando o sol escaldante nos castiga a pele no verão. Condiciona inclusive o estado de espírito, normalmente, ficamos mais alegres com o sol, e mais depressivos com a chuva (não é regra, claro), mas se verificarmos vemos que os povos dos climas quentes são mais alegres e festivos e os dos climas frios são mais sérios e objectivos (não podemos generalizar, nem gosto de o fazer, mas a maioria é assim), não querendo aqui estabelecer qual é que é o mais correto no comportamento, o que é facto é que tem influência.

O tempo cronológico também não perdoa, primeiro com o seu "passar" aprendemos coisas simples, adequirimos capacidades, competências e quanto mais tempo usarmos a aperfeiçoarmos o estudo, o trabalho, o desporto, somos cada vez melhores no que fazemos, evoluímos, desenvolvemo-nos. Mas o que o tempo dá, o tempo tira, e o que alcançamos até um determinado estado de evolução, começa a pouco e pouco a degradar-se. Como um edifício que é construído e que com o passar dos anos começa a necessitar de manutenção. 

Há que saber lidar com estes dois tempos, pois ambos fazem parte das nossas vidas e o desafio que nos é colocado é saber tirar proveito de cada um deles, de cada fase sua, tirando o melhor, aproveitando os momentos especiais, os dias solarentos que dão ânimo, a chuva que lava, o vento fresco que nos acorda, a criança que aprende, a juventude que tem força, o adulto que cuida, o idoso que ensina.

E, lá está, tudo tem o seu TEMPO.

 

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publicado às 21:19



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