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Estado Dramático

por Antonovsky, em 08.02.13

Estas imagens de distribuição gratuita de alimentos na Grécia, demonstra que o ser Humano tem muito que evoluir no entendimento de tudo o que o rodeia. São (infelizmente) imagens parecidas que vimos em territórios do mundo onde assola a guerra, onde há catástrofes naturais, pragas e secas prolongadas. No entanto, na Europa, felizmente não existem estes problemas, não há falta de "mantimentos", nem há guerras, nem há pragas, nem secas, há sim falta de políticas de igualdade, de humanidade, sociais e económicas que deixam chegar um povo de um país dito ocidental, evoluído, civilizado, e que pertence a um grupo onde existem membros ricos que deixam esta situação de calamidade arrastar-se.  

A economia e o sistema financeiro não está a servir o Homem, está a alimentar-se dele. Não podemos deixar isto acontecer, não é esta a Europa que eu quero. Não quero o crescimento da economia à custa dos direitos adquiridos não só os do trabalho, mas inclusive os humanos. Um drama que não quero viver, nem legar às gerações futuras. Temos de evoluir e melhorar... urgentemente.

 

 

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publicado às 14:52


Um Novo Ano Novo

por Antonovsky, em 29.12.12

Vai ser um ano difícil "financeiramente" para as famílias. Consequentemente, irão surgir problemas sociais e alguns casos dramáticos particulares (talvez muitos mesmo). O espírito de entreajuda deverá, se possível, aumentar, principalmente com os que estão mais próximos. Esta é uma das maneiras que poderá suavizar os efeitos devastadores desta crise: associativismo, movimentos cívicos, cidadania activa, voluntariado, etc... para colmatar tudo aquilo que o Estado cobra a dobrar, mas que não dá de forma suficiente e que não chega a todos.

Passamos de um Estado de Solidariedade Social para um Estado de Caridade, vemos instituições a emergir novamente com um papel fundamental na sociedade hoje em dia. Não que alguma vez tivessem abandonado o seu papel, mas que actualmente vêm os seus serviços a serem requisitados por muito mais pessoas que não contavam há uns tempos atrás, complementando, na medida do possível, as falhas do sistema.

Vai ser um ano difícil, para os desempregados que ficam sem subsídios, para as empresas que têm de fechar portas, para os trabalhadores que ficam com os seus salários mais curtos e que dificilmente chegam para as despesas de transporte, alimentação, casa, água, luz, gás, etc, etc., para os reformados que também são afectados pelos cortes nas suas pensões.

A população jovem activa sempre que tem uma oportunidade emigra em busca de melhor nível de vida, a população encontra-se envelhecida, há cada vez menos nascimentos, pois tudo tem de ser bem planeado e a vinda dos filhos é, obviamente, adiada. Se este ano houvesse novamente censos, quase de certeza que a evolução da população total em Portugal nestes dois anos (2011-2013) seria negativa.

No entanto, continuo a ter esperança no povo português. Acredito que iremos conseguir superar mais esta crise numa história tão rica em crises como a do nosso país. Acredito na nossa força de carácter, no nosso empreendedorismo (nova forma de dizer espírito aventureiro que gosta de arriscar), nas nossas capacidades de luta, de trabalho, até mesmo de sobrevivência, que nos tem mantido ao longo de mais de oito séculos e meio de história.

Venha de lá mais esse desafio chamado 2013.

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publicado às 21:21


Duas vidas numa acentada....

por Antonovsky, em 10.01.12

 

Em tempos de crise uma rubrica que fica sempre para trás nas prioridade em qualquer orçamento, quer do Estado, Instituição ou Familiar, é a Cultura. Sabemos que nestes tempos há um re-alinhar de prioridades que estabelecem e ordenam outras necessidades mais prementes. Todavia, nós sabemos também que nem só de pão vive o homem e um livro, um cinema, um teatro, uma exposição, um concerto, um espectáculo, etc... sabe sempre bem e faz-nos desligar um pouco do quotidiano.

No meu caso, como gosto de ler, sempre que posso compro um livro, numa promoção nas livrarias, numa feira do livro, enfim se possível bom e barato como o povo gosta. Desta vez, na última feira do livro no Oriente (Lisboa) comprei duas biografias numa acentada - Uma de Da Vinci por 7€ e outra de Péricles 3€. Ou seja dois livros por 10€. Valeu a pena.

O livro da vida de Péricles é mais um ensaio de investigação do que uma biografia mais pormenorizada e atenta aos pequenos detalhes, requer uma leitura adicional para desvendar alguns termos utilizados, cidades e povos da antiguidade para podermos entender melhor o contexto. Parece-me mais dirigido a quem já sabe muito mais do que apenas uma noção de cultura geral que eu possuo. No que respeita ao livro do Da Vinci, para além da qualidade de impressão e fotografias de algumas obras e esboços nos seus inúmeros apontamentos, é um livro mais pormenorizado que liga a vida à obra do homem que, por sua vez, o autor tenta torná-lo comum, ou seja, um homem excepcional, mas um homem como os outros.

Vou continuar atento às pechinchas no mercado dos livros :)

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publicado às 21:25


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