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Ter Consciência

por Antonovsky, em 29.07.15

Ter consciência é saber o que estamos a fazer e as consequências que daí advêm. Sejam positivas ou negativas. É saber que as atitudes que criticamos e não gostamos que nos façam, não as devemos fazer aos outros. É prever como se deve agir em determinadas situações com bom senso, ponderação e racionalidade, evitando conflitos supérfluos ou enfrentar os necessários e inevitáveis. Sim, porque também é preciso lutar pelo que achamos correto e não devemos fugir aos confrontos, com o risco de perdermos a nossa identidade.
Ter consciência de algo é muito abrangente, por exemplo, a “consciência ambiental” que cada vez mais é necessária, com a sensibilização da humanidade para os problemas da poluição do planeta, que começa com pequenos gestos diários de cada individuo e que pode levar a consequências desastrosas, escassez de água e alimentos, alterações climáticas, etc. Por exemplo, ter a “consciência cívica” e participar nas escolhas ideológicas e programáticas nos atos eleitorais, fundamental para uma maior qualidade e legitimidade da democracia.
A consciência de uma forma abrangente depende dos valores transmitidos, da cultura, da educação, do meio onde se está inserido, sendo que a “consciência ocidental” integra valores como a liberdade, a paz, o desenvolvimento, a humanidade. Porém, foi no continente europeu, berço da civilização, que se iniciaram as duas guerras mundiais. Ou seja, na sociedade o Homem tem uma camada de verniz aparentemente forte com a marca “civilizado” e na qual estão os comportamentos espectáveis e padronizados para cada situação social dita normal, no entanto, essa camada de verniz estala e, de vez em quando, sobressaem os seus instintos mais básicos que se encontram camuflados com banhos de lojas de marca e carros dispendiosos. Aí a consciência, a racionalidade e o civismo são toldados pela natureza animal que ainda coexiste em nós, e as prioridades como o território, riqueza, recursos e grupo de pertença (político/religioso/nacional) vem ao de cima.
Neste momento da história da humanidade, não esperávamos ver enormes desigualdades sociais, retrocessos civilizacionais, inconsciências, atitudes e situações que nos surgem nos canais de televisão ou na internet e que nos horrorizam, que nos envergonham, que nos fazem refletir se somos nós, os animais racionais e com consciência, que temos capacidade de liderar este planeta.
John Keegan, historiador inglês especializado em história militar, referiu (mais ou menos por estas palavras) que o ser humano encerra em si algo negro e por isso admite na sociedade as forças policiais e militares, se assim não fosse, estas seriam dispensáveis. Eu não diria “algo negro”, mas sim algo muito natural e profundo onde estão enraizados os instintos mais simples e puros, mas também mais egoístas e perigosos.
Por tudo isto, temos de ter consciência que a luta pela liberdade, paz e democracia é uma constante, que os valores e as conquistas adquiridas estão sempre a ser postas à prova com ameaças sistemáticas em ciclos histórico-políticos. Que os países europeus têm de se adaptar e evoluir para darem resposta a estes desafios, se querem continuar livres e donos dos seus destinos, quer como comunidade unida, quer como nação soberana na busca de um futuro promissor sustentável e pacífico para as gerações futuras.

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publicado às 14:18


Ideologia

por Antonovsky, em 28.04.13

Ideologia é um modo de pensar a sociedade, um modo de conceber uma forma de organização política e administrativa da sociedade, assente em determinados valores intrínsecos. Assim, procuramos de acordo com a nossa consciência, a ideologia que mais se identifica connosco ou que achamos mais adequada para uma melhor justiça social, um melhor funcionamento dos serviços e instituições do Estado, um controlo maior ou menor, um Estado mais ou menos centralizado, etc.

A ideologia predominante irá conceber uma legislação que irá reger a sociedade. Ora, como o ser humano está em constante evolução, consequentemente, as sociedades onde está integrado também evoluem. Deste modo, a ideologia tem de se adaptar ao desenvolvimento e à actualidade social, cultural e tecnológica para adequar as leis e as normas que devem vigorar.

Se a ideologia for demasiado conservadora corre o risco de ser ultrapassada e inadequada, acabando apenas por adiar uma realidade evidente. Se por outro lado, for progressista demais corre o risco de perder identidade e valores fundamentais que unem a sociedade.

Por tudo isto, a ideologia que deverá vigorar deve ser equilibrada, desenvolvida, actual, aberta, moderada, flexível e adaptável sem perder os valores que lhes estão instituídos.

Não há ideologias perfeitas, nem tão pouco duradouras. O Homem te de reinventá-las e adaptá-las à realidade do momento. 

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publicado às 11:51


Keep moving, Keep working, Keep playing

por Antonovsky, em 27.04.13

Nesta vida tão agitada

há sempre algo a fazer,

empregos de fachada

trabalhos a doer.

Tarefas e tarefas

umas ingratas, outras por prazer

preenchem o nosso tempo,

dando sentido ao viver.

 

Os diversos papéis que representamos

têm muitas falas e atos

e se por vezes nos fartamos

temos sempre que "vestir o fato",

arregaçar as mangas, ir à luta

crescer, ser responsável,

o desempenho é uma labuta

que a sociedade requer apresentável.

 

E quando não nos apetece nada fazer

não mexer uma única palha

surge sempre uma tarefa chata,

Oh! Que Deus me valha.

Mas também é pura verdade

que quando o ócio é ocupação

ficamos inquietos em demasia

e a nossa cabeça exige ação.

 

 

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publicado às 17:26


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