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Napoleão, o estadista visionário

por Antonovsky, em 06.02.13

"Deve-se unificar a Europa! A Europa compõe-se de centenas de pequenos estados desavindos, cujos príncipes e reis não compreendem que serão destruídos pela sua própria insignificância, se não se unirem! Veja a América ou a Rússia: territórios gigantescos, com possibilidades imprevistas. Dominarão a Europa, se esta não se unir! A Prússia, a Áustria, a Rússia, são todas acessíveis a um exército; a Inglaterra não, porque está defendida por mar, mas é impossível unir a Europa enquanto a Inglaterra não aderir."

 

Napoleão é uma figura controversa, mas das mais marcantes da história da humanidade. Este pensamento de Napoleão é interessante, pois pode espelhar um pouco a necessidade da União Europeia ter sucesso. É claro que falamos hoje em dia no panorama económico e não no militar, tanto no caso das ameaças, como no caso da unidade europeia. Ou seja, a unificação dos países europeus deve ser efectuado pela vontade dos povos, pela paz e prosperidade e não pela força das armas como Napoleão se referia. No entanto, não deixa de ser actual o seu pensamento com cerca de dois séculos, que visiona uma Europa unida e o papel importante de nessa união constar a Inglaterra.

Também, não podemos esquecer que a globalização alargou o leque de potências económicas "adversárias", pois, não é só a América (EUA) e a Rússia reflectem as ameaças, mas também a China, Índia, Brasil, Japão e outros países emergentes. O que é fundamental reter aqui é que nenhum país europeu será uma potência isolada como aconteceu no passado, quando o velho continente tinha colónias por todo o mundo e ditava as regras. Agora não, os países europeus estão cingidos (quase só) às suas fronteiras e devem unir-se em prol de um ideal conjunto, de valores como a liberdade, democracia, paz, estabilidade social, crescimento. Só assim a Europa terá algum papel de relevo no panorama mundial de hoje em dia.  

 

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publicado às 19:02


Isto está Mali, Mali

por Antonovsky, em 17.01.13

A situação no Mali, vem levantar de novo várias questões de ordem política externa e estratégia de segurança na União Europeia. Mais uma vez foi necessário agir com rapidez (em princípio, segundo a versão francesa) e a França avançou sózinha sem os seus aliados ocidentais. Porquê? Porque existe uma ausência de uma Política Externa e de Segurança Comum (PESC) digna desse nome na UE.

Essa lacuna, teve o seu maior exemplo e foi motivo de preocupação na 2ª Guerra do Iraque, quando o Presidente Bush (filho), Tony Blair, Aznar e Durão Barroso, na "cimeira" dos Açores deram total apoio à ofensiva, enquanto o eixo franco-alemão não estava de acordo. Isto é, países da UE com abordagens diferentes em relação a uma determinada situação grave.

Depois, houve a tentativa de colmatar essa falha no Tratado de Lisboa, em 2007, quando se estabeceu orgãos de soberania como o Presidente do Conselho Europeu e um Alto Representante pela (PESC), Herman Von Rompuy e Catherine Ashton respectivamente, de modo a tentar uniformizar as decisões.

Mas o problema mantém-se, os Estados membros são soberanos defendem os seus interesses e agem de acordo com as suas políticas (o que até se compreende). No entanto, o que é um facto é que sendo uma UNIÃO, todos estão implicados e expostos a qualquer acontecimento desta envergadura, desde que qualquer aliado nosso esteja envolvido. Não podemos ser unidos para umas coisas e independentes para outras.

O que aconteceu na Argélia hoje foi o reflexo de algo que transcende as fronteiras de dois ou três países. O ataque à refinaria de Gás onde está confirmada a morte de um cidadão...britânico e reféns "ocidentais" de várias nacionalidades (pelo menos é o que dá a entender a notícia).

Em suma, o conflito alastra-se sem estabelecer fronteiras, o Norte de Africa depois da chamada primavera árabe está muito instável no ponto de vista político (Líbia, Tunisia, Egipto...) e a Europa está muito próxima geograficamente. Por tudo isto, deveria haver um orgão da UE com poder suficiente e efectivo que estabelecesse uma PESC com coerência, com prontidão de resposta (quer diplomática, quer militar) defendendo os interesses comuns e que ,de uma vez por todas, fizesse a UE assumir o papel preponderante que poderá ter no actual paradigma mundial.

 

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publicado às 10:14


Ode à Austeridade I

por Antonovsky, em 27.12.11

Ser pobre deve ser algo de bom,

os nossos lideres trabalham para tal,

as suas palavras emitem o som,

com desculpas para que não os levem a mal.

 

A segurança e o bem-estar,

pilares fundamentais da sociedade,

estarão a ser levados em conta

nas medidas de austeridade?

 

Se o Homem inventou para o servir,

a Economia, o Mercado e o Capital,

Penso que se deixou iludir

e de criador passou a serviçal.

 

Grandes homens iluminados,

predestinaram uma União Europeia,

infelizmente com os anos passados,

é pelo interesse individual que se guerreia

 

Fundiram-se países como empresas,

descurando o perfil histórico e cultural,

diferentes realidades e outras surpresas

abanam hoje a estratégia global...

 

                                          Antonovsky

 

 

 

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publicado às 08:47


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