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O Erro

por Antonovsky, em 30.07.15

Inerente à condição humana, tem servido para desculpar atos que resultam menos bem, falhas por esquecimento ou ignorância, atitudes menos refletidas que atingem terceiros com ou sem intenção. Na minha opinião, o erro apesar de odiado, desprezado, mal-amado e de poucos o reconhecerem como seu quando o cometem, se ele for assumido verdadeiramente e em consciência, traz sempre alguns pontos positivos.
Em primeiro lugar pode demonstrar humanidade, humildade e vontade de aprender com ele. Essa aprendizagem estende-se não só à experiencia pessoal que se adquire, como também às reações de quem nos rodeia, dado que, nessas situações de maior tensão notamos de uma forma mais intensa quem está connosco e nos apoia ajudando a corrigir, amparando e animando e, por outro lado, demonstra quem está pronto a nos criticar de forma veemente, revelando inflexibilidade, juízos precipitados ou recalcamentos de experiencias passadas. Normalmente, as pessoas assertivas, tendem a relativizar as situações, ultrapassando-as, procurando soluções e fortalecendo-se com a experiencia. As pessoas menos seguras, vêm fraqueza nos outros e ficam prontas a retaliar numa eventual resposta ao erro cometido, procurando evidenciar-se com os erros dos outros em vez do seu próprio mérito. Este último exemplo abrange as pessoas que nunca reconhecem que erraram e que transferem a culpa dos seus erros para terceiros (todos conhecemos alguém assim).
Ora, nós somos atores nos diversos papéis que representamos na sociedade, em família, no meio profissional, etc.. e nesse desempenho de atores há cenas que falham, palavras que ficam por dizer, discursos que são demasiado longos, desnecessários e descontextuados, atitudes exageradas, despropositadas ou mal-entendidas, enfim uma panóplia de situações mundanas. Ou seja, inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde, todos erramos, caímos, falhamos, mas devemos saber aprender, erguer e vencer. A isto chama-se viver.
E por isso, apesar dos amargos de boca e ácidos no estômago quando sentimos que estivemos, de alguma forma, menos bem, devemos sentirmo-nos gratos pela nossa humanidade, pelo crescimento e aprendizagem no reconhecimento da situação e procurá-la corrigir prontamente. Agradecidos pela revelação das personalidades de quem nos rodeia, que nos momentos mais difíceis surgem mais claras e demonstram quem está do nosso lado e pronto a ajudar.
Será que conscientemente devemos suscitar os erros para essas aprendizagens? Será que (in)conscientemente criamos situações de tensão/conflito para um conhecimento mais profundo de quem está perto de nós? É preciso ter cuidado com estes “testes”, pois podem surgir surpresas com reações desagradáveis inesperadas.
A meu ver, no plano sociológico o erro é fundamental para o desenvolvimento humano, numa cadeia de sequências: erro, reconhecimento, diálogo, solução e não de choque e rutura. Porém, mesmo no processo de rutura e divergência mais profunda, existe um surgir de novas ideias e de novos caminhos para um determinado assunto.
No entanto, a pergunta que fica no ar é: Qual é o caminho correto? Por vezes só o futuro dirá na sequência de acontecimentos que ocorrerão com determinada escolha. Mas no momento da decisão há que optar, e aí como seres humanos com a nossa imperfeição inerente, muitas vezes… erramos.

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publicado às 18:54


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